domingo, 26 de março de 2017

Papa dialoga com sacerdotes e consagrados

Milão (RV) - O Papa Francisco se dirigiu à famosa Catedral da Cidade de Milão para encontro com sacerdotes e consagrados.


O discurso do Santo Padre consistiu em respostas a três perguntas feitas por um sacerdote, um diácono permanente e uma religiosa.

Respondendo ao sacerdote, Padre Gabriel Gioia, que lhe perguntou sobre a secularização e a sociedade multiétnica, multirreligiosa e multicultural de Milão, Francisco disse que uma das primeiras coisas que lhe vem em mente é a palavra “desafio”. Todas as épocas históricas, desde o início do cristianismo, foram submetidas a numerosos desafios, tanto na comunidade eclesial como na social:

“Não devemos temer os desafios, aliás é bom que existam, porque são sinais de uma fé e de uma comunidade vivas que buscam o Senhor. Devemos temer quando uma fé não representa um desafio; elas fazem com que a fé não se torne um ideal”.

Depois, referindo-se à realidade multicultural, multireligiosa e multiétnica, contida na pergunta do Padre Gabriel Gioia, o Pontífice disse que a Igreja, em toda a sua história, sempre teve algo para nos ensinar em relação à cultura da diversidade: as dioceses, os presbíteros, as comunidades, as congregações.

A Igreja é “una” nos seus aspectos multiformes. O Evangelho é “uno”. Não devemos confundir unidade com deformidade; é preciso, com a graça do Espírito Santo, fazer discernimento de tudo aquilo que nos conduz à ressurreição e à vida, não a uma cultura de morte.

Siga o link do discurso na íntegra


http://br.radiovaticana.va/news/2017/03/25/na_catedral_de_milão,_papa_dialoga_com_o_clero_e_consagrados/1301133

sábado, 23 de maio de 2015

O Chamado - Segue-me!


Como é belo o chamado, que o digam aqueles a quem foi dado (cf. Mt 19,11). Nestes dias de preparação para a vinda do Espírito Santo em Pentecostes e conclusão das festas pascais temos o Senhor confirmando o seu chamado a Pedro em alguns textos do Evangelho de João: Segue-me! Quantos vezes Jesus não teve que dizer isto a este Apóstolo de cabeça dura (Jo 21,19. 22), como, acredito, deve ter dito também tantas vezes a outros.
Segue-me! Segui-me no anúncio e convite ao Reino (cf. Mt 4,19); segui-me na hora derradeira de minha paixão e morte (cf. Lc 22,28); segui-me pelas alegrias da ressurreição confirmando seu amor... (cf. Jo 21,15-17).  Percebe-se que está próximo o momento de Jesus subir aos céus e não mais se fazer presente entre os seus amigos, mais uma vez diz: segue-me. As últimas palavras de João em seu Evengelho nos deixa certo ar de saudosa despedida, dúvida, insegurança - "o que vai ser deste?" (Jo 21,21) - mas o Mestre o confirma mais uma vez: tu, segue-me. Exatamente, penso, porque está para enviar o Espirito da verdade, o Consolador, aquele que traria novamente a alegria, a confiança, a novidade - o que exige sempre uma nova decisão e uma nova resposta.
A reposta ao seguimento de Jesus passa por estas e tantas outras exigências como as junto aos discípulos, exatamente porque dele também nos fez seus discípulos. Segui-lo é uma primeira resposta, mas que precisa sempre de novo ser re-confirmada e atendida. Segui-lo no seu caminho que se faz junto ao nosso (cf. Mt 28,20); segui-lo em busca do alto que deve ser nossa primeira investida (cf. Cl 3,1); segui-lo conformando nossa vontade a do Espírito Santo que nos envia ao chamar sempre de novo (cf. Cl 1,9).
Deixemo-nos envolver por este chamado, deixemos o Espírito fazer sua obra de transformação interior e exterior junto a nós. É ele quem conduz sua Igreja e a nós com seus dons, carismas e potência (cf. Hb 2,4) e respondamos com atitudes sempre renovadas no nosso sim ao chamado sempre presente de nosso Mestre e Senhor Jesus.
Vinde Espírito Santo e enchei os corações dos vossos fiéis.

Pe. Elênio de Barros Abreu

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A Formação Sacerdotal Presbiteral - Parte I

    A formação sacerdotal de nossa Igreja passa por um Seminário, isto, desde o século XVI, quando à Igreja precisou dar respostas às exigências daquele tempo de profundas transformações nos campos sociais, políticos e cultural/religioso. Mas como são os nossos Seminários hoje? Como se desenvolve a Formação Sacerdotal? Quais as tendências atuais no que tange a formação dos nossos futuros Presbíteros? Questões propostas a se desenvolver, embora o seja feito de forma livre sem muita pretensão histórico-científica exigida.
     A estrutura de nossos Seminários, como os conhecemos hoje, tem sua origem a partir do Concílio de Trento, uma vez que, com o alvorecer da reforma protestante muitos dos sacerdotes de então eram profundamente ignorantes; muitos eram formados a revelia de um bom estudo. Tratava-se mais de um "recrutamento" de homens, afim de desempenhar funções no altar ou nos cânticos da Igreja. E, ainda, o desânimo e a vida laxa os condenavam e levavam, ao mesmo tempo, à uma forte decadência (do clero e, consequentemente, do povo). Os estudos nas grandes universidades eram para poucos; muitas vezes, mais se desejava uma "carreira", posição, status - surgia a ideia do Alto Clero e do Baixo Clero. Além disso, a maioria dos sacerdotes saiam das grandes ordens que gozavam de maior estabilidade, muito embora estas também sofressem com suas crises (Franciscanos, Dominicanos, Jesuítas etc.).
  Em Trento, recusando-se seguir os protestantes no que diz respeito ao matrimônio de seus ministros e diante da necessidade de uma melhor formação de seus sacerdotes, instituíram-se o que vieram a ser chamados "viveiros" (seminários); haveria assim um clero genuinamente DIOCESANO, aos moldes SECULAR, como se distinguia do já conhecido clero REGULAR das grandes ordens que eram regidas pelas REGRAS (REGULA) de seu Fundador ou Instituição (Cf. Lorscheider, A. C. Cardeal).
     E este é um tema que poderíamos aprofundar: ainda há espaço para este termo - secular - ligado ao clero diocesano? Como identificamos este termo hoje e como correspondem nossos seminários a este termo?
   
    O tempo passa e os desafios se fazem sentir. O homem é envolvido pela lógica do tempo em suas crises e evoluções. E os Seminários não são diferentes quando precisam estar sempre preparados ante às insistências da evolução dos tempos.
     Preferimos evitar a palavra "adaptar-se" (aos novos tempos), pois vemos que preparar-se, dar respostas e, por que não, peneirar e ficar com o que é bom serem atitudes que nos ampara num bom caminho de adaptação, sem se reduzir a identidade e, tão logo, se perder junto à missão. Mas não deixa de ser uma tendência, na atualidade, essa ideia de uma "adaptação aos novos tempos".
     Penso que o termo secular ligado ao clero até tinha uma razão de ser, porém a criação dos chamados Seminários nos afasta dele. A criação destes lugares ou espaços específicos de formação, deu uma ideia de Convento ou Instituto de Vida Consagrada. Embora os sacerdotes, ali formados, como até hoje, são enviados para o "mundo", para o século numa missão especificamente ministerial/pastoral, porém o convite à vida interior continua; aliás, esta cultivada no Seminário. Portanto, a ideia de Consagrado persiste - trata-se de um homem de Deus - enquanto o sentido secular se afasta: percebemos no incentivo à vivência comum, à espiritualidade de comunhão e de unidade entre o presbitério e seu bispo, o que nos leva a pensar que o Seminário não apenas passou
     Mas parece que o termo - voltamos a ele - secular insiste em permanecer. O sentido do termo é exatamente o de estar inserido na realidade nua crua da vida cotidiana das pessoas, ou seja, participante das coisas do mundo, da história - no século: estar no mundo embora sem ser do mundo (cf. Jo 17,11) - a princípio, um sentido nobre, onde o presbítero diocesano até se explica: inserido na realidade paroquial dos seus paroquianos e até mais além: na sociedade em geral. Porém o termo, não só pelo termo, veio a sofrer alterações culturais profundas. Hoje muito se fala em laicização, secularismo, termos que foram se desenvolvendo a partir de um humanismo iluminista muitas vezes contrário à fé.
  Poddar irá definir que em certo sentido, o secularismo pode afirmar o direito de ser livre do jugo e ensinamento religioso e, ainda refere-se à visão de que as atividades humanas e as decisões, especialmente políticas, devem ser imparciais em relação à influência religiosa. Trata-se de ideia que pode sofrer muitas variações, porém todas bem próximas disso (Cf. Europa, Cristianismo e Secularização) O Papa Bento XVI mesmo, não se cansou em seu ministério de nos fazer este alerta a respeito do secularismo reinante na cultura atual e sua influência, sobretudo junto à degradação da fé.
    Eis a questão: nossos Seminários reclamam uma formação diocesana exigindo de seus formandos e padres, ao mesmo tempo, uma identidade, uma diocesaneidade. Mas tantas vezes procuram se organizar de modo demasiado secularista. Pois parecem não querer se desvencilhar da modernidade - e esta muitas vezes aos moldes do liberalismo -,  com certo receio de ficarem para trás, obsoletos. Há formas de organizações de nossos seminários muito deste jeito: abertomodernosem muitas exigênciassoft - secularizadoOs seminaristas mesmos nem são considerados por tantos como pessoas consagradas ou uma comunidade de consagrados, são livres!
    Volto à ideia do que desejou a Igreja quando no Concílio de Trento quis instituir os Seminários como lugar próprio de formação de seus Sacerdotes: uma Comunidade de Seminaristas que aspiram ao dom sagrado do Sacerdócio como vocação, guiada sob a responsabilidade de seu Bispo e cooperadores. Tão logo, não consigo pensar numa Comunidade meramente "passageira", mas sim numa Comunidade de Consagrados, desde já, uma vez que, neste momento ou período, já se é forjado no candidato a figura do Bom Pastor que se concretizará com o dom da Sagrada Ordem.
   Além disso, a própria caminhada seminarística supõe isto, uma vez que, também ela passa por etapas ou estágios sucessivos: recebimento de Batina ou veste litúrgica, ministérios; são chamados a aperfeiçoarem seu batismo ao consagrarem a vida pela oração, vivência comunitária, na castidade e continência perfeita em vista do celibato... ou seja, pontos que fortemente já os caracterizam como Consagrados.
     Portanto, trata-se de alguém separado do mundo para ensaiar uma resposta para toda vida. Sendo assim, percebemos que entre os termos secular e consagrados, na vida do vocacionado, se afastam cada vez mais, em tal realidade e tão logo numa concreta vida presbiteral.

Jesus, Bom Pastor e Maria, nossa boa mãe,
chamai-nos à vossa fidelidade.

Pe. Elênio de B. Abreu

domingo, 17 de agosto de 2014

O Processo Formativo à Luz da Conferência de Aparecida

No Documento de Aparecida, foi recolhido em seu número 278 uma orientação para o processo
 formativo daqueles que são chamados ao Sacerdócio. O Documento fala de cinco etapas. O Encontro (1), a Conversão (2), o Discipulado (3), a Comunhão (4) e a Missão (5).
     Neste processo percebemos que se trata daqueles que foram diretamente tocados pelo amor de Deus, e isto, a primeira vista, diz respeito ao Batismo recebido, o dom da fé que nos impele a aprofundarmos ainda mais este chamado que se estende pela filiação adotiva e o convite a santificação junto ao Filho de Deus; une-nos a Ele e apresenta-nos ao Pai, fonte de toda santidade.
     Mas isto não se realiza de forma adequada e inspiradora se não falamos aqui de um verdadeiro ENCONTRO com Jesus. A dinâmica deste Encontro nos leva a conhecer a Cristo, tê-Lo como Mestre, Amigo e Senhor. Pela fé este Encontro se enriquece, leva-me a perceber que não se trata de um mero encontro, mas de um ENCONTRAR-SE: encontro-me com Jesus Cristo, meu Mestre e Senhor em quem me realizo. Pela fé este Encontro enriquece aquele que se abre ao dom da graça e passa a perceber que este Mestre e Senhor não é uma figura meramente histórica, mítica mas de fato uma Pessoa, um amigo muito próximo. Neste Encontro, enfim, se pode tocar seu coração chagado, ressuscitado, glorioso, curador.
     Do encontro, podemos avançar mais. Para uma abertura à graça que pelo Espírito Santo transforma o nosso ser, é a graça da CONVERSÃO. Diz-se que a Conversão é constante, é uma volta frequente ao Encontro. O Catecismo, citando Santo Agostinho, diz que a Conversão se dá por duas águas: uma é água do Batismo e a outra das lágrimas da Penitência (um Sacramento de constante "conversão" - "confissão"). Aquele que um dia nos encontrou e chamou nos chama a ter um coração sempre aberto, aberto à mudar, aberto à Conversão.

     Depois de ser encontrado e de encontrar-se, não há outra resposta a ser dada, não há outro caminho a ser seguido: é tornar-se Discípulo. No Encontro vimos que o Mestre chamou alguns para estar com Ele, e mesmo depois de sua volta para à casa do Pai, continua a chamar, para o Seu Reino, para o Seu projeto de salvação (Igreja); anteder este chamado, fazer o caminho de DISCIPULADO ao lado do Mestre. Um Discipulado que se inicia e não tem fim enquanto estivermos neste mundo. No entanto não nos enganemos, é também um caminho que exige coragem. O Mestre não nos engana, é um caminho de Cruz; alguns não aceitam, rejeitam a cruz (como Pedro em Mt 16,23), mas o Senhor confia-nos à graça, ora por nós, porém não volta a trás: "quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, pegue sua cruz e siga-me (Mt 16,24). Mas jamais nos abandona. Podemos sentir as dificuldades do remar contra vento: mas o Senhor está perto (Mc 6,48ss); podemos sentir medo porque o barco pode vir a naufragar: mas o Senhor está nele (Mt 8,24). Este é o caminho do Discipulado - de muitas cruzes e medos, mas com o Senhor sempre por perto a nos convidar: "Vinde, a sós, descansar um pouco" (Mc 6,31).

   É assim que o Senhor nos deseja, abertos à COMUNHÃO; à comunhão com ele, com sua obra; abertos à comunhão com o Pai, obedientes como o Filho; em comunhão com os irmãos, também redimidos e dentro da mesma missão, missão de amar a Deus e ao próximo onde, tantas vezes, coloco-me em missão. 
       Por fim, preciso estar aberto dentro deste chamado à MISSÃO. Não há chamado sem missão, assim como não há dom sem missão. Se somos chamados ao Discipulado o somos de fato para depois sermos enviados - em Missão - como discípulos-missionários do Senhor. 
      Olhando para Jesus tenhamos n'Ele o nosso maior modelo nesse processo formativo permanente.

Texto: Encontro de Formação para Seminaristas
(Propedêutico 2014)

sábado, 19 de julho de 2014

Sacerdote - Soli[t]ário ou Soli[d]ário

      Nestes dias o clero da Diocese de Campos esteve reunido para seu retiro canônico. Teve como pregador Dom K. J. Romer (Bispo auxiliar emérito do Rio). Numa das pregações falou do celibato sacerdotal e lançou uma interrogação: quem abraça o Sagrado Celibato é um solitário? E desenvolveu sua colocação na dimensão SOLIDÁRIA DO SACERDÓCIO.
      Trata-se de uma imitação do Cristo Virgem e Solidário. Jesus teve muitas mulheres ao seu redor, ao ponto das irmãs Marta e Maria darem a entender algo estranho das suas atitudes em relação a Jesus. Mas Jesus sempre demonstrou muita segurança em sua missão. Não deixava-se confundir. Jesus,  como sabemos, sempre demonstrou porque veio, sempre foi muito claro. Jesus sempre foi SOLIDÁRIO aos seus e à sua missão - e que missão!
      Assim se desenvolve e tem continuidade o seu Sacerdócio nos seus Ministros na Igreja sobre a terra; não se trata de um bando de "solitários" ou solteirões pertencentes à uma organização piedosa (lembrando um pouco o Papa Francisco), mas de alguém que trás esta dimensão do Cristo Sacerdote; precisa ser também SOLIDÁRIO em sua missão, desenvolver este Dom (Mt 19,11. 12d ) com e em "solidariedade" com e aos irmãos, sobretudo em relação às mulheres - que se abstêm.
      Na realidade atual é muito difícil a sociedade em geral entender isso:  para a populaça é uma loucura; para a psicologia, uma tortura; para outras linhas, atraso da Igreja. Mas para a Igreja e para aqueles que a ela ainda entendem como proposta de seu Mestre e Senhor, sinal de amor, obediência e doçura àquele que foi o primeiro a desenvolver este sinal no meio dos homens e das mulheres sem nada confundir e livre de interesses outros, como puro sinal de SOLIDARIEDADE com a humanidade que Ele tanto ama.
      O sacerdote é chamado a desenvolver este dom, desde o seminário, lugar dos primeiros contatos com o Mestre que nos convida a imitá-Lo mais de perto.

Ah, só mais uma coisa: o Rio de Janeiro continua lindo.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O Sacerdote no Ano da Fé

      O que uma resposta vocacional pode dizer da fé? A resposta a esta pergunta pode parecer óbvia, mas em muito coopera aqui com este ano que é dedicado à fé.
      Parece claro que a fé vem antes de qualquer interrogação ou resposta; se a levamos em conta como um dom, então, tudo se esclarece. Uma interrogação! Por ela todo sacerdote um dia passou e sua resposta, mesmo ante dúvidas, o coloca dentro de uma lógica nova, na lógica de quem o interroga. Aqui nos aproximamos da fé. Como dar uma resposta tão grandiosa e, ao mesmo tempo tão exigente senão pela fé.
      A fé se desenvolve. Ganha peso com nossas decisões. Exige-nos cada vez mais e percebemos, ao mesmo tempo, que não estamos sozinhos em nossa peregrinação. A fé ganha, ao fim de tudo, esta importância: um consolo "sem ao certo saber de onde"; uma força que se manifesta, acima de tudo na fraqueza, como nos lembra São Paulo; uma experiência de mistério que cada vez mais nos impulsiona a novas respostas, sempre que diante de novas exigências. Como conclusão: é Deus quem age e faz - Cristo, Sacerdote eterno do Pai.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Amor a Jesus é a Alma e a Razão do Ministério Sacerdotal


O Papa Bento XVI assinalou que o amor ao Senhor Jesus é a alma e a razão do ministério sacerdotal, pois "se Cristo, para edificar sua Igreja, entrega-se nas mãos do sacerdote, este à sua vez, deve-se entregar a Ele sem reservas".

Durante sua visita a Milão no marco do VII Encontro Mundial das Famílias, ao celebrar a Hora Média na Catedral da cidade, junto a sacerdotes, seminaristas, religiosos e religiosas, Bento XVI destacou que "não há oposição entre o bem da pessoa do sacerdote e sua missão".

"A caridade pastoral é elemento unificador de vida que parte de uma relação cada vez mais íntima com Cristo na oração para viver o dom total de si mesmos pela grei, de modo que o povo de Deus cresça na comunhão com Deus e manifestação da comunhão da Santíssima Trindade".

Bento XVI indicou que "sem dúvida, o amor por Jesus vale para todos os cristãos, mas adquire um significado singular para o sacerdote celibatário e para quem respondeu à vocação à vida consagrada".

"Só e sempre em Cristo se encontra a fonte e o modelo para repetir cotidianamente o 'sim' à vontade de Deus".

O Papa também remarcou a importância da oração cotidiana da Liturgia das Horas, e indicou que esta constitui uma tarefa essencial dos sacerdotes.